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Ivo Pitanguy morre no Rio aos 90 anos

ivo-800x445Morreu neste sábado (6) no Rio o cirurgião plástico Ivo Pitanguy, aos 90 anos. Ele estava em casa e sofreu uma parada cardíaca, segundo informações de sua assessoria. O funeral está previsto para este domingo (7) no Memorial do Carmo. Seu corpo será cremado.

Pitanguy fez do Brasil a principal referência mundial em cirurgia plástica ao desenvolver técnicas nas áreas de estética e de reparação. Transformou a vida de milhares de pacientes, famosos e anônimos. Formou gerações e gerações de alunos, novos cirurgiões que aprenderam com ele a respeitar e valorizar a auto-estima dos pacientes.

Além da carreira médica, se destacou também como escritor, vindo a se tornar membro da Academia Brasileira de Letras. Na Academia Brasileira de Letras, foi eleito em 1990 o quarto ocupante da Cadeira 22.

Amava o trabalho, a harmonia e a natureza.

Em junho, ele foi foi hospitalizado para tratar de uma infecção. Desde setembro do ano passado, quando apresentou um problema renal durante uma viagem a Paris, ele passou a se submeter a sessões de hemodiálise.

Nesta sexta (5), em uma cadeira de rodas, o médico empunhou a tocha olímpica na Gávea, Zona Sul do Rio, bairro onde está localizada sua clínica de cirurgia plástica.

Pitanguy deixou mulher, quatro filhos e cinco netos.

Mineiro, nascido em Belo Horizonte, Ivo Hélcio Jardim de Campos Pitanguy é reconhecido mundialmente como uma das maiores autoridades em cirurgia plástica.

Pitanguy nasceu no dia 5 de julho de 1926 em Belo Horizonte, filho do cirurgião médico de Antonio de Campos Pitanguy e de Maria Stäel Jardim de Campos Pitanguy. Em 1955 se casou com  Marilu Nascimento, com quem teve quatro filhos: Ivo, Gisela, Helcius e Bernardo.

Começou sua formação na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais e se formou pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1946. Por mais de 10 anos continuou se especializando em cirurgia plástica e fez estágios em serviços de cirurgia plástica nos Estados Unidos e na Europa.

Após uma temporada fora do país, voltou ao Brasil para trabalhar como chefe na 19ª enfermaria do Serviço de Cirurgia da Santa Casa, que foi o primeiro de cirurgia de mão em toda a América do Sul, quando a cirurgia plástica ainda era incipiente no país.

Era professor titular do Curso de Especialização em Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, desde 1960, e de outros cursos em outras instituições. Também foi professor convidado em hospitais, universidades e associações de Cirurgia Plástica de diversos países.

O cirurgião Ivo Pitanguy conduziu a tocha olímpica no Rio na sexta-feira (5) (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)O cirurgião Ivo Pitanguy conduziu a tocha olímpica no Rio na sexta-feira (5) (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Tinha o título de doutor honoris causa por diversas universidades, entre elas Universidade de Tel Aviv, Israel (1986), Universidad Autónoma de Guadalajara, Jalisco, México (2002) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (29/04/2016).

Também recebeu uma série de homenagens de diferentes instituições, sendo que neste ano foi homenageado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cedendo seu nome para o “Museu da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ivo Pitanguy”. Em 1989, o Papa João Paulo II lhe concedeu o Prêmio Cultura da Paz.

Era é autor de aproximadamente 800 trabalhos científicos em revistas brasileiras e internacionais, além de diversos livros.

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